
A redução dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio não significa, necessariamente, uma melhora na situação financeira do setor.
Dados da Serasa Experian apontam uma queda de 20,7% nos pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar do recuo, o endividamento elevado, os custos de produção e as dificuldades de acesso ao crédito seguem pressionando produtores e empresas.
O cenário foi analisado pela LexLegal Brasil em reportagem que contou com a participação do nosso sócio Fábio Percegoni de Andrade, especialista em Insolvência e Reestruturação, que destacou que a recuperação judicial deixou de ser vista como uma solução automática para dificuldades financeiras, exigindo uma avaliação criteriosa de sua efetividade diante das particularidades do setor.
Percegoni também aborda alternativas de renegociação, como a repactuação de vencimentos, a revisão de encargos e a alienação de ativos não essenciais à atividade, considerando as condições de cada operação.
O tema evidencia a importância de antecipar riscos e estruturar soluções que conciliem a reorganização de passivos com a continuidade das atividades empresariais.
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